sábado, 17 de marzo de 2012

Reflexo da era digital.





Tradicional Enciclopédia Britannica abandona versão impressa

Depois de 244 anos, a Enciclopédia Britannica não vai mais ser vendida em formato de livro. A empresa que edita a tradicional publicação anunciou nesta terça-feira que desistiu da versão impressa.
Pressionada pela disseminação das informações gratuitas na internet — e principalmente pelo sucesso da Wikipédia — a Britannica deve manter uma versão online dos verbetes, mas a empresa vai ser concentrar em produtos voltados para a área educacional, conforme executivos.
— O fim da edição impressa estava previsto há muito tempo — disse o presidente da Britannica, Jorge Cauz, em entrevista na sede da empresa, em Chicago, nos EUA. — Ao concentrarmos nossos esforços nos meios digitais, podemos expandir ainda mais o número de tópicos e a profundidade com que são tratados, sem as limitações de espaço da edição impressa.
Em um texto publicado no site da Britannica, o principal editor da enciclopédia, Dale Hoiberg, defendeu que a publicação online é vantajosa porque possibilita revisão e atualização permanente. Além disso, lembrou Hoiberg, a internet permite a utilização de vídeos e áudios.

A primeira edição da Britannica foi publicada na Escócia, em 1768. Em 1990, a tiragem chegou a 120 mil conjuntos — cada uma com 32 livros. Até 1996, o número diminuiu três vezes, para 40 mil exemplares
.http://zerohora.clicrbsom.br/rs/cultura-e-lazer/segundo-caderno/noticia/2012/03/tradicional-enciclopedia-britannica-abandona-versao-impressa-3693872.html

martes, 13 de marzo de 2012

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 ANTONIO JIMÉNEZ MILLÁN




FÁBRICA ABANDONADA


                  I

Como una nube estraña
o un reguero de humo
se graba en la memoria su figura.

Muros disueltos,
engranajes y cables oxidados,
el viento entre ventanas al vacío:
ya es sombra sobre sombra,
lugar de mirada
inmóvil, sin reflejos.
                            Nadie pasa.
Así se impone el tiempo,
                            así el azar
nos devuelve una lámina olvidada
en un libro de historia natural,
y es la sorpresa de reconocer
ese lento desguace inadvertido
que siempre nos acecha, que nos deja
inermes, vagamente amenazados
por los años y el uso.

                  II

   Vidrios sucios, enigmas.
   Alguna vez
hubo un eco de voces en las naves,
horarios fijos,
usuras acordadas. Su imagen restituye
otra forma de ausencia:
no sólo el perfil de un paisaje dividido
sino el presente en fuga,
un hálito de ruina sobre objetos cercanos
y emblemas que desaparecen.
                                     Les alcanzan
los signos exteriores de un invierno
que no respeta límites ni nombres,
que dura más allá de su extinción
aparente.
Hay en las galerías
un ruido imperceptible de hojas secas.

                  De Casa invadida, 1995